em "Minho: cartaz típico: (prosa e verso), 1961
de Manuel Celso da Silva Cunha
Biblioteca Digital do Cávado
GUIMARÃES... Céu azul de veludo,
Berço da nacionalidade lusitana
Tua História padrão que ufana,
Sobre um pedestal firme de granito...
Ávidos guerreiros em campo de batalba
Soavam de guerra um grito...
D'esplêndidos beróis não serás tu a mortalba?
D'um Afonso Henriques, de Gil Vicente,
Duma renascença de poetas divinos,
Que escreveram de boa mente
Tão largos e esplêndidos destinos...
GUIMARÃES, mui princesa enfeitiçada,
Leva-me como brinquedo por teus caminbos,
E deixa-me ficar preso aos teus linhos
Em ecos de epopeia. Ó terra amada!
Ébria de sol, cantante de corações,
Parece Menina e Moça sem vaidade,
Nos adornos que cobrem teus brasões]!...
— GUIMARÃES donzela linda
És a mais linda cidade,
E a que mais se alinda ainda...
O teu CASTELO saudoso
— Gasto pelo roçar dos anos,
Pelo sangue, pelos desenganos]...
— Outeiros onde o sol descansa,
E a PENHA a brilhar já na certeza
Com o pendão cor da esperança,
Dizendo ser a ALMA PORTUGUESA!

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